terça-feira, 4 de agosto de 2009
Quarta de samba com Batukabamba
terça-feira, 28 de julho de 2009
Série Grandes Mestres: Silas de Oliveira

Silas de Oliveira foi compositor brasileiro, nascido no Rio de Janeiro em 12 de outubro de 1916 e falecido em 20 de maio de 1972.
Desde menino freqüentou as rodas de samba, apesar da resistência do pai, que era pastor protestante e via na música uma ‘manifestação do diabo’. O pai, dono do Colégio Assumpção, arrumou uma vaga de professor para o filho, tão logo ele concluiu o Científico. Ele pretendia que, com a profissão, o filho abandonasse o gosto pela música.
Silas dava aulas de Português, quando começou a namorar uma das alunas, a jovem Elaine dos Santos. Nessa época também fez amizade com o jornaleiro Mano Décio da Viola, que se tornaria seu maior parceiro. Pelas mãos de Elaine e de Mano Décio, Silas sobe os morros cariocas atrás de rodas de samba. Com os dois, freqüenta também os tradicionais pagodes nas casas das ‘tias’ baianas, regados a muita bebida, comida e batucada. Seu talento como compositor começa a se revelar, ainda que timidamente. As visitas a estes locais passam a ser cada vez mais constantes e não tarda para que Silas passe a ser considerado como ‘gente da casa’ nos redutos de samba.
Em 1942, durante a juventude, serviu no 7º Grupo de Artilharia de Dorso (Campinho), e estava no navio mercante Itagiba, afundado em 17 de agosto, pouco antes da entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Muitos jovens da região de Madureira morreram neste incidente, porém Silas sobreviveu para construir mais tarde sua carreira como sambista.
Em 1947, Silas de Oliveira e Mano Décio compõem o samba-enredo ‘Conferência de São Francisco’ ou ‘A Paz Universal’, para a escola de samba Prazer da Serrinha, agremiação carnavalesca da qual faziam parte. Seguindo o decreto oficial do então Presidente da República Getúlio Vargas que exigia que as escolas desfilassem com temáticas nacionalistas em seus enredos.
Porém, o presidente da Prazer da Serrinha, Alfredo Costa, não aceita a inovação - o samba-enredo obrigatório - e cancela sua apresentação no momento do desfile, o que gerou revolta nos compositores e culminou na fundação do Império Serrano, dias depois. Silas de Oliveira integra a nova escola desde seu primeiro desfile, tornando-se reconhecido como um dos grandes compositores de samba enredo para a escola de samba de Madureira.
Sagrou-se campeão no carnaval de 1948. No ano seguinte, Mano Décio também aderiu à nova agremiação. Entre 1949 e 1951 o samba-enredo vitorioso no Império Serrano trouxe a assinatura de Silas, de Mano Décio ou dos dois. Em 1955 e 1956, mais duas vitórias da dupla na escolha do samba-enredo da escola: ‘Exaltação a Caxias’ e ‘O Caçador de Esmeraldas’.
Silas dedicou 28 anos de sua vida ao Império Serrano e nesse período fez 16 sambas-enredo para a escola, dos quais 14 foram apresentados no desfile oficial. Quando o amigo Mano Décio foi para a Portela, a dupla se desfez. Mas Silas continuou compondo para a Verde e Branco de Madureira, muitos sambas que tornaram-se clássicos do gênero, como ‘Aquarela Brasileira’ (1964), ‘Os Cinco Bailes da História do Rio’ – em parceria com Dona Ivone Lara e Bacalhau (1965), ‘Glórias e Graças da Bahia’ – com Joacir Santana (1966) e ‘Pernambuco, Leão do Norte’, com o qual enfrentou – e venceu – o antigo parceiro Mano Décio da Viola, que retornava à escola, em 1968. A última parceria dos dois grandes sambistas foi em 1969 com ‘Heróis da Liberdade’, num ano em que o jeito de fazer samba-enredo passava por grandes modificações, sobretudo no andamento acelerado, lembrando marcha carnavalesca.
Mano Décio e Silas de Oliveira não se adaptaram a essa nova postura, pois acreditavam que essa mudança era responsável pelo empobrecimento do samba-enredo. Silas ainda tentou adaptar-se aos novos tempos, mas sua influência no Império Serrano já não era a mesma. Nos últimos anos de vida Silas deixou de se envolver com os desfiles da escola, limitando-se a freqüentar rodas de samba, onde, na sua concepção, o ambiente era mais tranqüilo.
No dia 20 de maio de 1972, Silas de Oliveira foi à uma roda de samba, pensando arranjar dinheiro para matricular uma de suas filhas no vestibular. No momento em que cantava ‘Os Cinco Bailes da História do Rio’, sofreu um infarto fulminante. Morreu no terreiro, onde passou a maior parte de sua vida.
Em 1974 a escola de samba Imperatriz Leopoldinense apresentou o enredo "Réquiem por um sambista, Silas de Oliveira", em honra ao compositor. Silas acompanhara de perto a fundação desta escola, cuja madrinha é o Império Serrano.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Organize-se: Agenda da Toca
Falando de músico pra músico, a Agenda da Toca não é só para escrever compromissos. É uma ajuda a mais pra quem trabalha ou quer entrar nesse meio, no mesmo estilo prático do livro "Você Também Faz Músicas?".
Uma agenda diária tradicional, porém desenvolvida especialmente para profissionais de música usarem de forma prática em seu dia-a-dia.A Agenda da Toca traz:
• mais de 100 selos e gravadoras;
• 60 sites e revistas especializadas (fundamental para ficar atualizado);
• mais de 70 instituições no país para você se graduar em música;
• uma relação dos principais órgãos e fundações direcionados a música;
• páginas diárias com histórias acontecidas com outros músicos;
• “Idéias e Temas”, um espaço pra esses momentos inexplicáveis em que você sai atrás de um pedaço de papel ou um guardanapo.
• extras: a cada mês, um trecho do livro "Você Também Faz Músicas?"Título: Agenda da Toca 2009
Autor: Toca Disc
Gênero: Livro-agenda / Música
Número de Páginas: 465
ISBN: 978-85-62013-00-3
Preço: R$ 34,90
www.tocadisc.com.br
domingo, 26 de julho de 2009
O samba invade o SESC Tijuca.

Bambas do samba e seus convidados contam histórias e cantam as melhores composições do gênero. Tudo issso acontece uma vez por mês na unidade SESC Tijuca.
Este mês, a atração é o compositor Toninho Gerais, com mais de 200 músicas gravadas por artistas de renome, que tem como convidado especial o grupo Galocantô, oriundo da nova safra de sambistas cariocas.E o melhor de tudo: O samba é simplismente 0800!!! É só chegar e entrar!
O samba acontece neste domingo, 26/7, às 16h. [livre] no SESC Tijuca.
Endereço: Rua Barão de Mesquita, 539 Telefone: (21) 3238-2100/Fax: (21) 2570-4178
sábado, 25 de julho de 2009
Roda de Samba do Centro Esportivo Carioca
quarta-feira, 8 de julho de 2009
O Samba invade o Norte Shopping
Essa vai pra você que mora na zona norte: O Projeto Platéia Norte Shopping apresenta nesta quarta dia 08, show com o grupo Farofa Carioca, grupo que revelou o cantor/compositor Seu Jorge, e no mesmo lugar nesta quinta 09, será a vez do grupo Casuarina subir ao palco, onde cantarão canções do disco recente chamado Certidão.Os Dez Mandamentos do Partido Alto

Partido Alto é um negócio legal. Sobretudo quando começam os improvisos e os caras erram. Sim, eu sou do tipo que quando vê um domador no circo torce para o leão. Mas este estilo de samba dá muito problema. Tem gente que leva a disputa de verso para o lado pessoal e aí o que era pra ser divertido vira uma baixaria. Apesar de que eu acho divertido ver baixarias também (desde que eu não esteja envolvido, claro) ... Então, para evitar constrangimentos e "bacubufo no caterefofo" eu vou postar os 10 mandamentos do Partido Alto. E vamu-ki-vamu!!!
1 - MANTENHA O TEMA - O refrão sempre dá um mote. Ele tem que ser respeitado. Não adianta nada a música falar uma coisa e o sujeito decidir versar sobre outra. Vira uma bagunça danada. Isso passa batido para o grande público, lógico. Mas a galera "do samba" sabe que quem faz isso é um versador de meia tigela. É claro que tá valendo falar do ambiente e brincar com peculiaridades da roda, mas tem que ter cuidado para não descaracterizar.
2 - RESPEITE O COLEGA DE RODA E NÃO OFENDA NINGUÉM - Quem vai num samba quer se divertir. Bem, pelo menos deveria ser assim. Portanto, se você quer encher o saco, arrumar briga e perturbar o juízo é melhor ficar em casa. Ninguém quer se aporrinhar. Digo isso porque tem verso que chega a citar a mãe do outro (de forma pouco recomendada), o que eu acho uma tremenda falta de elegância. Tem história que neguinho puxou até revólver. Então, para evitar baixarias, nunca (NUNCA, MESMO) ofenda. E também não leve nada para o pessoal. Ou seja, não fique se ofendendo por qualquer coisinha também, porque isso é coisa de gente chata.
3 - NÃO ROUBE O VERSO DOS OUTROS - Se o nome é verso de improviso não cabe surrupiar a inspiração alheia, né? Logo, não se aproprie de versos de outros compositores. Verso decorado também não é tão legal.
4 - A RIMA TEM QUE SER EXATA - Os versos pintam numa questão de segundos e, normalmente, em rodas sem microfone. Logo, é muito difícil escutar. Aí o cara se aproveita disso para lançar umas rimas terríveis... na boa, "cerveja" não rima com "mesa". Logo, faça a rima exata. Não adianta tapear. E também não desloque a sílaba tônica das palavras para conseguir rima. Fica muito feio.
5 - CUIDADO COM A MÉTRICA - Quem divide bem leva muita vantagem. O cara tem que fechar a quantidade de sílabas dentro da melodia e por isso saber dividir é super importante.
6 - NÃO BASTA RIMAR, É PRECISO TER CONTEÚDO - Existem bons versadores que se perdem no meio do caminho ... Assim, o assunto não desenvolve, fica chato ... Portanto, senhores, é preciso ter sagacidade e conteúdo.
7 - ESPERE A SUA VEZ (NA DISCIPLINA) - Não fique que nem um doido varrido aos berros em cima da voz de outra pessoa que também está aos berros. Espere a sua vez, espere uma deixa, espere ser citado, faça sinal que quer entrar ... Enfim, seja educado.
8 - FAÇA SILÊNCIO - Nunca converse perto da roda. Isso tira a concentração dos partideiros. Sem contar que o tagarela obriga o versador a cantar mais alto. Ou seja, rouquidão na certa depois de cinco minutos de berros.
9 - O DONO DA RODA TEM QUE TER COMANDO - O grupo que está tocando tem que ser imparcial e observar atentamente os versos. Quando a galera fugir da proposta o bom é dar um toque. De preferência, também versando. Mudar o refrão depois de um verso infeliz também é a boa. Enfim, tem que ter jogo de cintura. E não prejudicar ou privilegiar nenhum versador.
10 - SAIBA QUE TUDO É UMA GRANDE BRINCADEIRA - Sério, não esqueça disso... De todas as dicas, esta parece ser a mais bobinha. Porém, é a mais importante ...
domingo, 5 de julho de 2009
Aniversário da Tia Gessy
Parabéns por mais uma primavera, Tia Gessy!!! Roda de Samba do Cacique de Ramos

A roda de samba do Cacique de Ramos acontece todos os domingos (se não chover...), lá o samba corre solto, sob o comando de Renatinho Partideiro. É um dos mais tradicionais e conceituados sambas da zona norte do Rio, berço do Grupo Fundo de Quintal, entre outros bambas. Um excelente programa 0800, com a presença de várias personalidades do mundo do samba. Encontro você lá!
Nilze Carvalho no Sesc

Considerada pela crítica como uma das mais belas vozes do samba, a artista em seu show Choro, pra Cantar e Tocar mostra sua versatilidade musical. Ela toca com muita propriedade cavaquinho, bandolim e violão e passeia por diversos ritmos e estilos da música popular brasileira, com uma linguagem especial, a do choro. Com um repertório bastante eclético, Nilze Carvalho mistura em seu show estilos como samba, choro, baião, frevo, toada e samba-canção, tudo isso num clima de encanto, alegria, descontração e harmonia.
10/7, 20h. R$ 3 (comerciários), R$ 6 (estudantes, idosos), R$ 12. SESC São João de Meriti
Endereço
Av. Automóvel Clube, 66
Telefone
(21) 2755-7070
Fax: (21) 2755-6644
Informações SAC: (21) 2755-6513
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Anuncie aqui sua roda de samba!

Não perca tempo! Você que é frequentador do blog, anuncie e divulgue seu evento aqui, pois propaganda é a alma do negócio, e se o seu papo é samba, você está no lugar certo!
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Série Grandes Mestres: Candeia

Antônio Candeia Filho (Rio de Janeiro, 17 de agosto de 1935 — Rio de Janeiro, 16 de novembro de 1978) foi um importante sambista, cantor e compositor brasileiro. Era de filho de sambistas. Em seus aniversários, a festa era mesmo com feijoada, limão e muito partido alto.
Seu pai, tipógrafo e flautista, foi, segundo alguns, o criador das Comissões de Frente das escolas de samba. Passava os domingos cantando com os amigos debaixo das amendoeiras do bairro de Oswaldo Cruz. Assim, nascido em casa de bamba, o garoto já freqüentava as rodas onde conheceria Zé com Fome, Luperce Miranda, Claudionor Cruz e outros. Com o tempo, aprendeu violão e cavaquinho, começou a jogar capoeira e a freqüentar terreiros de candomblé. Estava se forjando ali o líder que mais tarde seria um dos maiores defensores da cultura afro-brasileira.
Criou a Escola de Samba Quilombo, em meados da década de 1970. É até hoje um dos grandes nomes no panteão da Portela.
Candeia começou a fazer músicas ainda na adolescência. Seu pai tocava flauta e carregava o filho para rodas de samba e de choro em Oswaldo Cruz e Madureira.
Compôs em 1953 seu primeiro enredo, Seis Datas Magnas, com Altair Prego: foi quando a Portela realizou a façanha inédita de obter nota máxima em todos os quesitos do desfile (total 400 pontos).
No início dos anos 60, dirigiu o conjunto Mensageiros do Samba. Em 1961, entrou para a polícia. Tinha fama de truculento e suas atitudes começaram a causar ressentimentos entre seus antigos companheiros. Provavelmente, não imaginava que começava a se abrir caminho para a tragédia que mudaria sua vida. Diz-se que, ao esbofetear uma prostituta, ela rogou-lhe uma praga; na noite seguinte, ao sair atirando do carro num acidente de trânsito, levou um tiro na espinha que paralisou para sempre suas pernas.
Voltou a ter reconhecimento em 1995, quando Martinho da Vila gravou o disco Tá delícia, tá gostoso, no qual incluiu um pot-pourri chamado Em memória de Candeia, que tinha as faixas Dia de graça, Filosofia do samba, De qualquer maneira, Peixeiro grã-fino e Não tem vencedor.
Sua vida e sua obra se transformaram completamente. Em seus sambas, podemos assistir seu doloroso e sereno diálogo com a deficiência e com a morte pressentida: Pintura sem Arte, Peso dos Anos, Anjo Moreno e Eterna Paz são só alguns exemplos. Recolheu-se em sua casa; não recebia praticamente ninguém. Foi um custo para os amigos como Martinho da Vila e Bibi Ferreira trazerem-no de volta. "De qualquer maneira, meu amor, eu canto", diria ele depois num dos versos que marcaram seu reencontro com a vida.
No curto reinado que lhe restava, dono de uma personalidade rica e forte, Candeia foi líder carismático, afinado com as amarguras e aspirações de seu povo. Fiel à sua vocação de sambista, cantou sua luta em músicas como Dia de Graça e Minha Gente do Morro. Coerente com seus ideais, em dezembro de 1975 fundou a Escola de Samba Quilombo, que deveria carregar a bandeira do samba autêntico. O documento que delineava os objetivos de sua nova escola dizia: "Escola de Samba é povo na sua manifestação mais autêntica! Quando o samba se submete a influências externas, a escola de samba deixa de representar a cultura de nosso povo".
No mesmo ano de 75, Candeia compunha seu Testamento de Partideiro, onde dizia: "Quem rezar por mim que o faça sambando".
Em 1978, ano de sua morte, gravou Axé, um dos mais importantes discos da história do Samba. Ainda viu publicado seu livro escrito juntamente com Isnard: Escola de Samba, Árvore que Esqueceu a Raiz.
Em 1997 foram relançados em CD três discos de Candeia: Samba da antiga, de 1970, Filosofia do samba, lançado originalmente em 1971, e Samba de roda, de 1974.
Viveu os seus últimos dez anos de vida numa cadeira de rodas, no final da década de 1960. Policial Civil, Candeia se aposentou por invalidez após o acidente e pôde, então, se dedicar mais à música.
